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Tô cansada de mim, cansada até do ar. Eu não me aguento, não aguento minha cabeça, minha voz, meus pensamentos que martelam sem parar. Por que me odiar tanto? Eu me odeio tanto que às vezes parece que eu só queria ser sedada, ou nunca parar, nunca respirar, porque se eu parar eu morro por dentro. Essa puta mente doente, essa desgraça que me prende, que acaba com a minha vida, que não me deixa em paz, que não me deixa ser feliz nem por um minuto — nem por um segundo. Eu olho pra mim e penso: que pessoa é essa… vulgo eu. Minha cabeça faz barulho, um peso constante, uma pressão que aperta só porque eu penso demais. E às vezes eu acho que até uma lesma seria melhor que eu, porque pelo menos ela existe sem se destruir tanto.
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