um abraço floral com o passado
era sexta feira de sol então mamãe fazia o meu prato favorito,então eu tinha que seguir a" lei das sextas " e ficar bem longe da cozinha enquanto o prato era feito fui ao jardim ler e reler as obras que eu era apaixonada,as de,monteiro Lobato apesar da repetição diária dos livros,nunca me entediava de ler e muito menos de tentar roubar as rosas do jardim de vovô,que eram lindas e cheirosas que nem a mamãe,ela quem viveu a vida toda com ele,nunca teve uma mísera plantinha,muito menos se questionou do porque ele não permitir ninguém de pegar uma rosa do seu jardim quando chegueimamãe estava na cozinha,então, ocasionalmente eu tinha que estar no jardim,por incrível que pareça,sozinho dessa vez,já que fazia dias que o velhinho não aparecia pelo jardim,passava a maior parte do tempo na cama,mamãe dizia que ele estava "doente" ,porém nesse dia eu tinha de trocar as rosas de seu criado-mudo passei pela cozinha e não vi mamãe lá,porque lá estava ela,no quarto de vovô,e chorava muito,lá ele me explicou o cuidado com as rosas,e que eternizou a vida de vovó Maria lá e pediu pra que eu eternizasse a dele porque o que a memória ama fica fica eterno,e lá ficou as memórias de vovó Maria e vovô João.
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