troféu da saudade
Mais uma vez, sou refém dos meus pensamentos, num ringue onde o amor veste luvas de ansiedade e o orgulho, ferido, tenta manter sua dignidade. Você seguiu, e eu fiquei lutando contra sentimentos. A ansiedade grita: "Corre atrás, não deixa ir!" O orgulho sussurra: "Vai embora, se poupa dessa dor." Mas nenhum vence, só pausam por um dia ou por amor, e eu, no meio, sem saber pra onde fugir. Engulo palavras que nunca tiveram ouvidos, me perco em silêncios que gritam demais. Aceito a derrota do orgulho, corro atrás, como quem tenta costurar corações partidos. Se o ego tivesse força, talvez eu não talvez não sentisse tanto, talvez não chorasse. Mas hoje, admito: a ansiedade venceu. Só que dessa vez, não corro mais ela se rendeu. Transformou-se em saudade, fria e cruel, e esse é o troféu que sobrou pra mim: não o amor, não você, não o fim... mas a lembrança do que nunca foi fiel.
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