Sentimentos Submersos
Para quem vê, sou só paisagem, um horizonte calmo, sem tempestades. Mas no silêncio, escondo a miragem, uma paz que apenas mascara as verdades. No fundo, trago meus sentimentos presos, correntes pesadas que se apertam em segredo. A força para contê-los é um mar revolto, ondas quebrando, gritando no silêncio do meu peito. Cada hora que passa, anseio por ar, mas me afogo, perdido no meu próprio mar. Correntes invisíveis me prendem, me cercam, o medo rouba meu fôlego e me desampara. Minha luta interna cresce sem cessar, cada dia, os cacos do que sinto vão se espalhar. Reprimo meus sentimentos por respeito, ou os liberto, mesmo que tragam algum efeito?
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