Pois é, Lua
Lua, minha eterna confidente, Hoje venho a ti, com o peito apertado, Falar sobre ela, a quem amo intensamente, Mas que parece estar distante, em um passo apressado. Olho para ti, e te vejo tão distante, Mas, ao mesmo tempo, tão próxima de mim, Me ouvindo, sem julgamentos, constante, Enquanto meu coração se perde, assim. Lua, eu sei que minha dúvida é grande, E que o medo é o que me impede de seguir. Mas te falo agora, com os olhos na noite, Que amo ela, mais do que posso admitir. Ela, Lua, tem o sorriso mais doce, Mas o medo me silencia e me impede de falar. Parece que, quanto mais tento, mais me encolho, E ela, em seu mundo, acaba a se afastar. Como posso fazer para mostrar o que sinto, Se as palavras somem antes de nascer? Te olho, Lua, e vejo que é o mesmo infinito, Talvez seja o tempo que me fez assim temer.
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