Perdoem-me astros
Tão logo que o silêncio impera, e o mundo se cala, Vens tu, em passos suaves, Com toques de poesia, tão abrasadores e Intensos que me arrancam de mim. Teus lábios, doces vestígios de meus desejos, Tornam-se tão reais e cristalinos que neles me perco Idealizo-me tocando cada nota do teu corpo, E no som de teus sussurros, eu componho o mais belo cântico. Teu corpo, num ritmo que apenas o meu acompanha Faz-me dançar dentro e fora de ti. Teus olhos lançam-me em uma valsa de ternura e desejo, Teus beijos arrancam-me o ar — e jamais o devolvem. Eu a tenho e tu me tens, E assim dançamos a mais bela melodia sob o luar. Ao céu, confesso: Não invejo as estrelas pois a luz que me guia veste amor e sussurra meu nome. Perdoem-me se blasfemo aos astros Mas amar-te é mais sublime que qualquer glória celeste. Não me esbravejem, ó astros, Pois ela nasceu para brilhar — e vós, apenas para aprender. E se no fim, tudo isso for apenas poesia, então que eu viva em versos Desde que os versos sejam teus.
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