O Peso de Existir
Num canto quieto da alma esquecida, mora um eco que nunca adormeceu. É a voz do tempo, ferida, que murmura o que o coração escondeu. Passos perdidos em ruas de outrora, onde a memória dança com a dor. Cada escolha, uma demora, cada adeus, um novo sabor. Reflete o espelho um rosto cansado, não de idade, mas de pensar demais. De quem viveu intensamente calado, nas guerras que ninguém vê jamais. E no fim, o que vale, afinal, é o instante que se deixa sentir. Pois viver é um acto tão banal, quanto o dom raro de apenas existir. autor:Raphael moura
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