O Passado me Corroeu
O passado me corroeu, e ergui, depressa, paredes de concreto, frias como o medo que as sustenta. Este muro me protege, mas instaurou uma greve, uma greve de laços, laços que apertam até sufocar os sentimentos mais belos. Criar laços de marinheiro é tarefa para os corajosos. Basta um nó em falso, e tudo desmorona, deixando ruínas que levam séculos para se reconstruir. Então, vale a pena? Esconder-se atrás do muro, onde o vazio me consome, ou arriscar o salto, sabendo que, às vezes, o laço pode tanto salvar quanto enforcar?
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