O doce e o amargo de nós
Tu foste, enquanto permaneci. Desfruto do que deixaste para mim: o doce e o amargo de nós. Partiste, mas por medo, ou talvez hesitação, não levaste tudo o que devias portar, visto que ainda estou aqui. Não voltes. Não encontrarás o que deixaste. Muito se transformou, ou talvez nada tenha mudado. Me afliges o segundo. Não me vejo mais em ti, nem te vejo em mim. Que somos agora? Somos um ilustre devaneio, e isto basta. Ao te ver, sinto tudo e sinto nada, como dois estranhos que se conhecem há anos. Então não volte, pois tua presença me sufocaria. Fiz de mim o principal propósito, e assim lhe perdi, e perdida ficarás.
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