No topo do monte onírico
No calor suspiro fresco, bafo com frescor de menta, no monte alto o grito que ecoa, rola e senta. Na base do pescoço, um beijo molhado, que arrepia, e formiga a mente. O som do besouro me acordou, tudo pedia pra eu sair. O cheiro do seu frango me atiçou, mas eu fugi. O galo cantou estranho, o carro pareceu oco, você me pedia, no terror do ronco do ogro que ficasse. No jardim a paz se faz fugaz, quis que fosse, que belos odores jamais descritos mas há muito conhecidos. No ferver do caldeirão da mente, a rocha rolou monte abaixo. O besouro comeu os restos do jardim que apodreceu e não pôde entardecer. E o arauto que cantava fúnebre guiou o caixão. Encrustado á vida e amor.
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