Mundo dos sonhos
A quantas luas confessei e recontei, no íntimo da noite, nossas histórias... Quão frágeis e escassas se tornaram as estrelas, diante das incontáveis vezes que ansiei por ti. Oh, mundo dos sonhos, perdoa minha deserção! De que vale o etéreo, se a realidade, ao cruzar com tua luz, se fez de uma doçura jamais antes vista? Pois, desde que teu vulto tocou minha mente, toda fantasia empobreceu. E os desejos, outrora perdidos nas brumas da ilusão, encontraram repouso naquilo que agora posso contemplar.
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