Muitas ocasiões
Meus olhos amaldiçoados enxergam o que não devo, Momentos que queimam, cicatrizes no tempo, Meus ouvidos sangram ao som das mentiras, Conspirações ecoam em memórias vazias. Minha mente se corrompe, corroída sem fim, Impulsos me arrastam a pensar o que há em mim, A deserção traz o peso de atos passados, Minha cabeça dói, meus olhos cansados. Ouvidos sangram, queimando na dor, Minha mente me esmaga, um eterno terror, Como Sísifo, empurro a pedra cruel, Mas sei que ela cai, esmagando o meu fel. O tormento invade cada segundo, Vejo e ouço fantasmas sem rumo, A distopia domina o que é meu, Minha realidade se perde no breu. Sou um reflexo do que já não sou, A marionete de um eu que findou, O corpo segue, vazio, sem guia, Enquanto a alma há muito já partia.
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