Maçã doce
Sempre evitei maçãs doces. Odiava a sensação de ser a única em tê-la. Era confuso, radical, quando tudo que eu buscava era ser legal; e então eu a mordi. Agora é banal, porém em meu coração tudo ficou desigual. Finalmente entendi. E então eu a mordi. Sempre senti a sensação, nunca o gosto. Era isso que tanto temiam? Esse é o oposto. Sou a única com a maçã doce na mão — e então, não há mais porquê não morder. Encontrei a solução, a razão. Tentam me mostrar o pecado de Eva, mas ela nunca disse que estava errada, me envenene. Se beijá-la me condena ao fogo eterno, irei com orgulho. E então, diante dos demônios, me exibirei: experienciei o céu antes de descer ao inferno.
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