insónia
Quando tenho insónia Sonho em sair de casa, Ir ver as ruas caladas, E formatar o meu coração. Quando tenho insónias Queria ir ver a lua, No céu toda nua Que entre luz e astros amua. Queria só ir ver a lua. Não dormir a noite, Significa ser teleportado Para a realidade do mais superior além, Do silêncio mais que infinito, Das gotas de chuva E das almas perdidas entre vilarejos. Entre monótonos canteiros de flores A sempre uma que nos vai olhar E pedir por água, Se a dermos... Talvez consigamos dormir Senão, também um dia vamos pedir água E ser recusados. Que fui com o meu coração A um centro de emprego, tentar achar amor. Achei medo e angústia, Uma falta de crença que a mim se apegou. E ao chegar a casa vi eu mesmo E o meu coração também chorou. Sento-me na beira da cama, Penso e sinto o meu ardor entristecido. Saudade é aquilo Que nos faz parar e olhar para as estrelas. E ao olhar as estrelas, Passaria um todo, E eu que não sou nada... Olhava o todo recusar-me Enquanto ainda na cama chorava. Ass: Dinis Monteiro
Poetry Books 50% Off
Bestselling collections from top poets
