Insônia
As horas pesam nos meus ombros, mas o sono não vem. Viro, reviro, mas a cama é grande demais e o espaço ao meu lado grita tua ausência. Como se aprende a dormir sozinho quando a respiração do outro era bússola? Como se esquece o som da voz quando o silêncio se torna um castigo? Tu eras meu chão, meu porto, a voz que acalmava o tumulto em mim. Agora sou só um barco à deriva, segurando o que não tem mais ancoragem. E amanhã? E depois? Como se caminha de volta para casa quando a casa era você? E quando o amanhã chegar sem ti, onde é que eu vou existir? Em que espaço do mundo caberá o que sobrou tde mim sem nós?
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