Falso Louco Por morte
Cintilante quebranto quero ao peito escutar, Tal sussurros de cacos invadindo meu ser, Doce sangue cinto jorrar, querendo me o corpo envolver, Digo que tome a alma, pegue a carne pra si De um tal qual vivente, que todo seu passo é rir Risonho sente a brisa, com odor da morte mais certa, faz graças, pula e agita, sua mão em meio moléstias figura risível, doente, a vida talvez não lhe presta por isso quer leilo-a, seguindo a morte sua destra "és louco", dirão uns que cá não lhe entendam, pois suas vidas tomam como tesouros celestes dirá, ele , que são vossas algemas "o fardo que a vocês vestem" Os quais escutaram, não lhe puderam compreender, Disseram ser ele leigo, pois os motivos, parecia não os ter e para quê fazia todos os atos? para que sentido queria ele morrer? As respostas a ele faltaram, buscavas na mente refletir do porquê.... De louco passara a um pensante, e pensando, calhou-em dizer "Por certo, procurei a morte por não refletir, pensei ser eu ao pensa-lo, porém , este tal, não veio de mim. E de onde vens este pensar de morte que, roubando meu ser, domou meu querer? Talvez do leitor, talvez do narrador, talvez do.... Atrás de você".
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