Everyday
A vagarosa estação ousou ressurgir; Velho Outono, o que te trazes aqui? Seria o abundante encanto dela; De tal modo que caminhas desfilando como se estivesse numa passarela; Ou seria aquela delicada pele que rodeia as nossas mentes e nos faz a perseguir? Lapidada por anjos caídos, atraídos pelo sentimento misto; Rejeitados por descerem dos céus apenas para observarem com fascínio. Os tons de jaspe os envolvem num canto erudito; Outono, ela furtou o teu brilho. Tua pele é feita de mármore puro; Esculpida com graça, mesmo no mais sujo dos mundos. Do paraíso, és um cristal oriundo; Olhando para ti, consigo ver o nosso futuro. As folhas do outono encobrem o solo; Me impossibilitam de achar o conforto em seu colo; Tentam esconder o que, em nós, floresce; Logo, os ventos sopram tudo pelos ares; É como se este evento me dissesse: "Conexão mais forte, não há. Apenas deixe-a te guiar!"
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