Biografia de uma sobrevivente
Por mais que eu gritasse O silêncio em minha voz era mais alto Que as palavras presas na minha garganta Que o choro que nunca pude derramar Que a dor no peito que vinha do vazio Um vazio que nunca poderei completar Porque sou poeta e se eu choro são palavras Se eu sangro é tinta E se eu grito são rimas É porque sou uma poeta de dores Que pra ser ouvida eu tenho que gritar Até minha garganta rasgar e sangrar e tudo acabar Meu amor é tipo um tsunami Opressor, imenso e avassalador Mas não tem olhos pra distinguir a moral Então permite que eu sofra tentando e tentando Até achar alguém que se eu cair Eu sei que vai me levantar Mas quando esse tsunami secar E só ossos sobrarem Já não terei nem mais forças para levantar Porque meu amor é minha esperança Esperança que alguém nesse mundo me ouça Esperança que alguém nesse mundo me entenda E esses ossos se tornam minha arte Poemas fúteis e desesperados De alguém que não sabe como amar E que não aprendeu a escrever E mesmo assim clama pra que algum dia Ouçam sua súplica desesperada Lembro de quando me descreveram como um museu Poucos se atrevem a me conhecer e quem me conhece Mal sai da porta de entrada É porque sou demais para esse mundo Demais para ser resum
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