Between echoes and silence
"Entre Ecos e Silêncio" Eu caminho onde poucos ousam pisar, No meio do caos, escolho calar. Rostos riem, vozes voam, Mas dentro de mim, mil pensamentos ecoam. Eu visto o silêncio como quem veste um escudo, Não por fraqueza, mas por ter visto tudo. Já senti demais, a ponto de quebrar, E hoje rio... mas só pra não chorar. Eu sou o que enxerga o que ninguém quer ver, As máscaras caem, e eu finjo não perceber. Enquanto buscam o agora como se fosse eternidade, Eu quero o sempre — com verdade, com lealdade. Mas nessa geração feita de pressa e distração, Sou o estranho que busca conexão. Eles querem o corpo, eu quero a alma, Eles correm, eu paro. Eles gritam, eu guardo a calma. Falam que sou sério, que nunca sorrio, Mas sorrir sem sentir seria um desafio. Não sou feito de plástico ou de performance, Sou feito de fragmentos e de resistência. Já tentei colar os pedaços com esperanças frágeis, Mas algumas rachaduras preferem ficar visíveis. E tudo bem, porque até o quebrado pode ser belo, Se visto com os olhos de dentro, com amor singelo. Então sigo... Sem promessas, sem pressa, Com alma velha em corpo de adolescente, Com sonhos longos num mundo tão breve, Com fé de que um dia... alguém veja. E fique.
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