autoestima
No espelho, vejo um rosto que não reconheço, Olhos cansados, alma em pedaços, Busco no reflexo a sombra de quem já fui, Mas só encontro um vazio, um eco do passado. Caminho por trilhas de dúvidas e medos, Cada passo mais pesado, cada sonho desfeito, A voz interior sussurra palavras de desdém, E me perco nas brumas da minha própria mente. Recordo momentos em que sorri sem razão, Quando a vida era leve e o amor era real, Agora, prisioneiro das minhas próprias incertezas, Sou o carcereiro e o prisioneiro no mesmo lugar. A autoestima se esconde nos cantos escuros, Onde os fantasmas dos erros dançam em círculos, E cada falha, cada queda, se tornam muralhas, Dificultando o caminho de volta para mim. Mas em meio à tristeza, uma centelha persiste, Uma esperança tímida, uma força esquecida, Talvez, um dia, eu encontre a chave perdida, E liberte meu coração do labirinto de dor. Pois mesmo na melancolia, há beleza escondida, Uma promessa de cura, um renascer da ferida, E quem sabe, ao olhar novamente no espelho, Eu veja não só a dor, mas um ser inteiro.
Poetry Books 50% Off
Bestselling collections from top poets
