Amor de infância
Hoje me convidaram pra um casamento, o povoado falando que vai ser a festa do momento. Quando olhei o convite, revivi um sentimento: fiquei todo tremendo, me deram água com açúcar, mas dessa doença, não tem remédio que cura. A mulher que ia casar, hoje adulta e madura, era quem eu fui apaixonado quando criança imatura. Escondi essa paixão pra não dar falação, mas maior que essa dor foi a dor da traição: o noivo era nada mais, nada menos que meu próprio irmão. Chorei sentado ali no chão, mas me levantei, falei: “Eu vou nesse casamento.” com o coração na mão E, mesmo isento, sem coragem, entrei pra dentro. Quando o padre perguntou: “Quem é contra esse relacionamento?”, levantei do fundo e disse: “Me perdoe, seu padre, mas não tem homem que resistisse à metade desse tormento, e com atrevimento, já pedi pra que minha mente esqueça, mas como não consegui, então não permito que esse casamento aconteça.” Ali, parei aquele matrimônio, mas não parei e continuei: “Mesmo que eu não mereça, essa é a mulher que eu sempre amei. Foi minha paixão quando criança, minha vontade de levantar de manhã, foi minha flor de flamboyant.” O padre gritou, irritado: “Por causa desse abestado e por essa cidadã, esse casamento tá acaba
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