Algemas de Promessas
Ele anda, mas algo inibe seu andar, algemas de promessas, invisíveis do olhar. A prisão não tem muros, mas existe, o céu não pertence a quem olha. Cada frase presa, negociando aprovação, engole palavras afiadas, ferindo por dentro. A raiz das ideias é morta — o medo se instaura, não se fala o que se pensa — só o que convém. Perde-se de si — já não há identidade, sempre sobrevive... mas nunca viveu. O tempo avança, mas o entorno o aprisiona, e ele já não reconhece seu próprio reflexo. Uma faísca ainda brilha — mas se apaga aos poucos, à beira do abismo... ainda relutante. É vela em ventania, esperança que oscila, lutando pra não sumir, na dor que me aniquila.
Ad
Poetry Books 50% Off
Bestselling collections from top poets
Shop Now →
