ajudas inúteis
Eu estendo a mão, mas o ar a devora. Quero te salvar e não consigo nada. Vejo teu sofrimento e fico paralisado, as palavras secam, as ajudas morrem no ar A culpa chega afiada como lâmina, corta devagar o pulso que não protege ninguém. Cada ferida é um sentimento de angústia O sangue escorre por tudo, quase uma companhia, enquanto a agonia se enrosca por dentro e não vai embora. Não salvo ninguém. Nem a ti, nem a mim. Só sobra a lâmina em minhas mãos e o silêncio que dói muito mais que o corte.
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