À Beira do Colapso
Está escuro, estou perdido na imensidão, sem luz, sem rostos, sem emoção. Está escuro, os rostos me cercam, mas são vazios, desconhecidos para mim. Sinto laços frouxos, amizades distantes, será que algum dia foram fortes? Equilibram-se num fio, prestes a romper, teria sido apenas uma ilusão? Sinto o tempo esmagando meus ombros, pesado, cruel, sem piedade. A rotina devora, rouba tudo, não há trégua, só a ordem de seguir. Temo o colapso, o apagão final, a exaustão me arrasta, o limite se esvai. Grito, mas ninguém escuta, ninguém vê, a indiferença alheia me enterra sozinho.
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